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  Parque Arqueológico

Parque Arqueológico do Vale do Côa

 

Há cerca de vinte mil anos, o "homem do Paleolítico" percorreu os vales dos rios Côa e Douro, pescando e caçando para sobreviver. Utilizando sílex, gravou as cenas de caça e de pesca em centenas de painéis existentes ao longo das duras lajes de xisto que compõem as margens do rio Côa, legando à humanidade este majestoso património, único no seu tipo. Esta é até à presente data, a primeira manifestação artística no nosso País.
Distribuindo-se ao longo de uma dezena de km, as gravuras rupestres representam essencialmente figuras animalistas; isolados ou em grupo os animais mais representados são os cavalos e os bovídeos (auroque ou boi selvagem, em linguagem corrente) que por vezes coexistem com caprídeos e cervídeos. As dimensões médias das gravuras ronda os 50 cm, contudo existem com 1.80M.

Na Europa ocidental estão actualmente identificadas 280 grutas com gravuras rupestres, contudo apenas se conhecem 4 estações de arte rupestre ao ar livre em todo o mundo, designadamente: Siega Verde (Ciudad Rodrigo, em Espanha), Domingo Garcia (Segóvia, em Espanha), Fornols-Haut (Campôme, em França), e outra nas margens do Rio Águeda, também em Espanha, e relativamente perto do Vale do Côa.

"Salvar as gravuras porque elas não sabem nadar"
Depois de muita polémica sobre a construção da barragem, cujas águas iriam submergir irremediavelmente para sempre as gravuras rupestres, o projecto da barragem foi abandonado no final de 1995. Pelo meio ficaram muitas acções cívicas de sensibilização, peritagens de especialistas, protestos, tudo em defesa deste legado histórico, por parte de arqueólogos, historiadores, estudantes e população em geral.

Em Agosto de 1996 o Parque Arqueológico do Côa abriu as suas portas. Desde então milhares de visitantes percorreram já este santuário da arte paleolítica e da nossa ancestralidade. Por razões evidentes, apenas são apenas autorizadas por dia algumas dezenas de visitas ao Parque. Dos vários núcleos já descobertos e identificados por arqueólogos, os visitantes podem, no espaço de 1 hora, percorrer 3 núcleos, designadamente:
- Penascosa (na freguesia de Castelo Melhor)
- Canada do Inferno (na freguesia de Vila Nova de Foz Côa)
- Ribeira de Piscos (na freguesia de Muxagata)


Se pretende visitar o Parque do Côa convém previamente reservar a sua visita com alguma antecedência. Para mais esclarecimentos contacte o Parque Arqueológico do Côa.

Parque Arqueológico do Vale do Côa
Av. Gago Coutinho, 19
5150 - 610 Vila Nova de Foz Côa - Portugal
Tel. 351-279768260/1   Fax. 351-279768270
email: pavc@ipa.min-cultura.pt
Centro de Recepção de Muxagata   Tel: 279 764298
Centro de Recepção de Castelo Melhor   Tel: 279 713344

No núcleo do Vale da Vermelhosa, localizado na margem esquerda do Rio Douro as imagens encontram-se gravadas em lajes de xisto de cor avermelha, o que aliás deu origem ao seu nome.

Textos consultados:
Gravuras Paleolíticas do Vale do Côa - Inst. de Arqueologida Univ. Coimbra
Parque Arqueológico do Côa - MC / Inst. Port. de Arqueologia
 National Geographic.pt

Imagens utilizadas:
gentilmente cedidas pela Profª. Mila Simões de Abreu /
http://rupestre.net/tracce/vermel3.html



 
Partida:
Destino:

Não utilize cedilhas nem acentos gráficos

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