 
Rodeada de montes verdes repletos de vinha enfileirada, a Régua é, na história do Douro Vinhateiro, uma das mais importantes cidades ribeirinhas. Os seus pergaminhos contam feitos e obras dos primitivos anos da ocupação romana, mas o esplendor de hoje herdou-o da época dourada do negócio do Vinho do Porto.
O Marquês de Pombal transformou a pequena povoação ribeirinha do século XVII, num dos mais movimentados entrepostos comerciais, ao criar a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro em 1756 e consequentemente a Região Demarcada do Douro. O tráfego fluvial e a circulação ferroviária, iniciada anos depois, entre a Régua e os armazéns de Vila Nova de Gaia fixaram nobres e senhores, aventureiros e ingleses empolgados com a epopeia vinhateira.
As ruas e avenidas da Régua contam histórias de glórias e desgraças e no ar permanece a nostalgia do antigo corrupio do carregamento das pipas para os barcos rabelos. Lado a lado, há armazéns de várias épocas, cooperativas e firmas inglesas, depósitos de comerciantes portuenses, o edifício da Casa do Douro, o do Instituto do Vinho do Porto e as imponentes instalações da antiga Companhia pombalina.
Entretanto as barragens domaram o rio e as águas do Douro são agora rasgadas por barcos de cruzeiro e embarcações de recreio. O tráfego fluvial está mais intenso que nunca. Os turistas chegam à Régua de barco ou de comboio a vapor, uma das novidades turísticas mais procuradas, visitam as quintas emblemáticas, contemplam a paisagem com um cálice de vinho do Porto na mão e retemperam forças com um prato de cabrito assado acompanhado com os melhores vinhos de mesa do Douro.
Grupos de turistas sobem ao alto do miradouro de S. Leonardo da Galafura onde o panorama é indescritível ou procuram, nas ruas do concelho o artesanato genuíno, miniaturas de cestos vindimos, carros de bois e garrafas de vinho do Porto com rótulos de estanho. Outros preferem o repouso e as águas medicinais das termas de Caldas de Moledo, um instância termal inserida num parque aprazível na margem do rio, onde impera a tranquilidade, o sossego e o ar puro.
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