 
Em pleno centro da Região Demarcada do Douro, protegida pela Serra do Marão e atravessada pelas águas límpidas e abundantes do rio Corgo, surge, entre colinas de socalcos, a vila de Santa Marta de Penaguião. As suas ruas, jardins e solares inspiram a um regresso ao passado, aos tempos perpetuados nas pedras dos Castros das freguesias vizinhas e na memória das histórias de reis e nobres senhores. O concelho é o prolongamento das Terras de Penaguião, uma divisão administrativa que vigorou entre os séculos XI e XIV e que compreendia as Terras de Panóias (Vila Real), a Serra do Marão e os rios Corgo e Douro. Dos pergaminhos amarelecidos faz também parte um primeiro foral doado por D. Sancho I no ano de 1202 a estas terras férteis e produtivas, pertencentes ao filho de D. Egas Moniz, no tempo do reinado do fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques.
História, património e pergaminhos não faltam a tão nobre vila envolta em vinhedos e encostas de cultivo. As páginas da história da epopeia do Vinho do Porto estão repletas de acontecimentos vividos pelos habitantes de Santa Marta de Penaguião. Homens valentes, de feitos heróicos, que arduamente lutaram para que hoje os seus descendentes se orgulhem do passado da vila e prolonguem os seus feitos, cuidando da terra, tratando da vinha ou dedicando-se a novas actividades, mas sempre zelando pelo futuro do concelho.
Possuidor de um património invejável, todo o concelho é uma verdadeira lição de história contada no traço das igrejas, nas pedras dos pelourinhos, nas fachadas profusamente ornamentadas dos solares e casas brasonadas. O amor pela terra e um passado de saber associado à cultura da vinha transformaram, desde tempos remotos, as encostas do concelho de Santa Marta de Penaguião, numa das mais belas e deslumbrantes paisagens durienses, pontilhadas por sublimes miradouros sobre o rio e o vale.
Todas as histórias, tradições e saberes populares continuam vivos nos dias de hoje. Ano após ano, com a mesma devoção e alegria, comemoram as suas festas e romarias. Trazem à luz do dia o seu melhor artesanato, composto de cestas, pipas, tapeçarias, rendas e bordados e reúnem-se em torno na mesa repleta de iguarias regionais, onde está sempre presente o cabrito assado e também os enchidos caseiros, as castanhas, o manjar branco e os vinhos. Tintos, brancos e Vinho do Porto, produzidos no concelho, em pleno coração da mais antiga Região Demarcada do mundo. |