 
A natureza em estado puro que envolve a vila da Mêda, confere-lhe desde sempre uma áurea de magnificência que encantou gerações de povos e credos. O seu passado de vila beirã confunde-se com a época da fundação da nação depois de ocupada pelos Medobricenses, de quem herdou o nome e habitada pelos cristãos como atesta o cenóbio beneditino mais tarde pertença das Ordens dos Templários e de Cristo.
Por estas paragens, entre montes de granito e vegetação espontânea resplandecem três magníficos castelos, o de Ranhados, o de Longroiva e o de Marialva, este último com quatro torres. Testemunhos incontornáveis da importância histórica destas terras nas lutas e batalhas da Idade Média.
O seu valiosíssimo património não se forma apenas de imponentes pelourinhos ou fortificações castrenses, a herança cultural das hospitaleiras gentes do concelho, engloba as seculares artes de trabalhar o vime, a lã, o linho, o barro ou o metal, ofícios e saberes intemporais a que se juntam as receitas de milhos, papas doces e filhós do joelho da sua rica e deliciosa doçaria regional.
As romarias são também um marco da tradição das gentes da Meda. Logo que os primeiros dias de sol anunciam a aproximação da Primavera, celebra-se a Feira de S. José, a primeira de muitas festas que durante o Verão animam a vila e as freguesias vizinhas. Em Outubro é tempo de festejar o fim de mais um ciclo da natureza e dar graças por mais uma colheita. A Feira das Vindimas comemora-se com alegria e satisfação por todos que atravessaram os rigores do Invernos e suportaram os dias escaldantes do Verão, tratando da vinha até ao esperado momento da vindima e de provar o vinho novo.
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