 
foto de vista de marginal do Pinhão (concelho de
Alijó) Vila histórica inserida na Serra do Vilarelho, a mais de
800 m de altitude, Alijó é sinónimo de pacatez, tranquilidade e ar puro,
passados que estão os anos conturbados dos movimentos de revolta dos
viticultores durante as crises da história do vinho do Porto. O maior tributo à
coragem e firmeza desses homens está hoje a iluminar a bela praça da vila, o
monumento ao homem do Douro. Todo o concelho é um elogio ao ciclo da vinha e do
vinho. Encosta abaixo, pelo meio dos montes esculpidos de socalcos, na vila de
Favaios, come-se o melhor pão e o melhor mel da Região e bebe-se o
delicioso vinho Moscatel. Em Vale Mendiz, figuram os únicos lagares redondos de
todo o Vale do Douro.
Ao fundo da encosta, na confluência dos rios Douro e Pinhão,
prospera a vila com o mesmo nome, um dos mais emblemáticos entrepostos
portuários do antigo transporte de vinho em barcos rabelo até Vila Nova de Gaia.
A sua estação de caminhos de ferro alberga uma das mais belas colecções de
painéis de azulejos do género em todo o país, ilustrativos do ciclo da vinha e
da faina da vindima. As maravilhas do Pinhão não se ficam pela paisagem
ribeirinha repleta de quintas produtoras de vinho do Porto. No alto do monte que
por detrás espreita, no coração da aldeia de Casal de Loivos, esconde-se um dos
mais belos e assombrosos miradouros de todo o Douro vinhateiro.
Encravadas na paisagem de vinhedos e oliveiras, as casas de quinta
construídas de fragas de xisto ou pintadas de branco alvo para refractar o calor
tórrido do Verão, constituem uma das particularidades da arquitectura
tradicional do Vale do Douro. No seu interior, conservam-se costumes e hábitos
antigos, perpetuados no tempo pelas populações locais e mantidos quase intactos.
Nos fornos e lareiras das cozinhas típicas, assa-se da mesma forma o cabrito e
confecciona-se o pão-de-ló de água, as amêndoas cobertas e o toucinho do céu,
iguarias únicas para acompanhar um sublime cálice de Vinho do
Porto.
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